Família D’ Oliveira Mariano > história da família

Site criado em 06/11/2012
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Fundador: Ildo D Oliveira Mariano
Casal raíz: Eduardo Mariano de Oliveira (1912) e Anna Marcelina de Oliveira (1915)
Local de referência: Campo Grande/MS - Mato Grosso do Sul - Brasil
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FAMÍLIA D’ OLIVEIRA MARIANO

Toda a história tem o seu princípio fundamentado em fatos, dados, experiências, encontros, reencontros e muitas vezes, na simples curiosidade pela pesquisa do desconhecido inimaginável. Tal curiosidade, parte integrante do instinto humano, faz com que o ser explore o universo ao seu redor compilando novas informações às que já possui fazendo com que; o seu desejo de ver ou conhecer algo até então desconhecido torne-se realidade. Desta forma lanço-me em uma aventura inigualável no intuito de registrar o que ouso chamar de: “Busca a um passado desconhecido”.

Para tanto, foi necessário arregaçar as mangas e seguir em uma viagem no tempo, debruçar-me em pesquisas a procura do conhecimento de nossos povos, “cruzar mares” e alcançar outras nações em busca das informações que me foram sendo reveladas pelos parentes mais antigos, documentos e estórias que surgiram ao longo deste relato.


PREFÁCIO


Primeiramente quero externar a certeza de que temos que ter as mentes abertas para mudar nossas opiniões diante de novas evidências e dizer que, emocionantes foram às pesquisas, os conhecimentos, diálogos e relatos na busca das informações que serão aqui elencadas. Resignação, persistência e perseverança foram às palavras chaves que me deram conforto na busca dessa meta, o tempo exíguo e paciência para analisar e compilar os dados aqui alcançados.

Como, quando e qual período começar falar desta Família! Esta foi a minha primeira indagação, no entanto, para dar forma a esta constatação tomarei como ponto de partida, numa linha do tempo, o início do século XX e em especial o casal Eduardo Mariano de Oliveira e Anna Marcelina de Oliveira como protagonistas desta aventura.

Para falar sobre a origem da Família D’ Oliveira Mariano será necessário conhecer a história do casal acima mencionada. Pessoas simples, determinadas, perseverantes e com uma visão voltada ao melhoramento constante da Família junto à nossa sociedade, quer na estrutura moral, espiritual, educacional, convívio social, e respeito mútuo ao ser humano. Em vida mantiveram-na coesa e unida, propalando sua continuidade até o presente momento.

Filhos do então Estado do Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, carregaram em suas veias uma verdadeira miscigenação de raças, ao casarem-se em 07/06/1939 constituíram uma descendência composta por 05(cinco) filhos os quais foram registrados segundo as bases especificadas pelos conceitos da numerologia (influência dos números na vida humana) identificando assim: o caráter, personalidade e individualidade de seus descendentes, constituída por: Antônio Alves D’ Oliveira, José Mathias D’ Oliveira, Rui Aparecido Mariano, Ilto e Ildo D’ Oliveira Mariano (gêmeos). Conforme podemos constatar, devido à forma empregada na constituição dos nomes, ocorreram alterações significativas na sua formação, as quais poderão denotar certa dificuldade na interpretação do grau de parentesco, no entanto; a árvore mostrará que a constituição sanguínea é a mesma.

Ao longo do tempo também, outros fatos concorreram para as mudanças nominais aqui promovidas, desta vez, pelos nossos antepassados, procurarei durante a nossa dissertação elucidar.

Importante relatar que o casal Eduardo e Anna, meus pais, tiveram como missão precípua não só criar os filhos, mas também, auxiliar na formação e educação de muitas pessoas da nossa Família, bem como outros agregados que participaram de seu convívio ao longo de suas existências.

Bem, para dar forma ao quebra cabeça acima formulado terei que voltar ao passado e comentar um pouco sobre a formação dos troncos paternos e maternos que deram origem à Família e de forma velada manifestar os agradecimentos aos: Mariano, Teixeira, Oliveira, Cunha, Silva, Alves, Gondim, Ferreira, Lemes, Bicudo, Godoy, Borges, Amaral, Rocha, Vendramini, Garcia Leal e muitos outros que serão lembrados na composição da árvore, pois sem eles não teríamos o porquê da existência desta família.

Quando me refiro ao tronco paterno e materno, necessário se faz conhecer um pouco da vida daqueles que temos informações reais através de certidões de nascimento e/ou casamento.

O tronco paterno capitaneado por Francisco Mariano Teixeira – (n 1856-1922), (meu bisavô), através da união conjugal com Francisca Mariano de Oliveira – (n 1860), (minha bisavó), ambos mineiros, tiveram como herdeiros os filhos: José, Tomé, Hilário, Manoel, Antônio, Galdino, Humberto Claro, Maria e Cornélia, todos Mariano Teixeira. Os quatro primeiros após terem tido uma exacerbada discussão com o velho Francisco, motivada pelas terras que haviam sido documentadas a favor de seu irmão Antônio, resolveram lançar mão de seus destinos e aventurarem-se no então Mato Grosso do pós-guerra do Paraguai, em busca de melhores condições de vida.

O então José Mariano de Oliveira (n 1888-1953) (meu avô), sendo o mais velho, ao atravessar o Rio Grande, em comum acordo com os irmãos resolveu mudar o nome de Mariano Teixeira para Mariano de Oliveira, motivado pelo problema acima mencionado. Adotando como ponto de partida no Estado de Mato Grosso a região de Três Lagoas, mais especificamente a cidade de Xavantina (atual Santa Rita do Pardo) casou-se com Narcisa Victalina da Silva (n 1899-1923) – (minha avó) e tiveram os seguintes filhos: Eduardo Mariano de Oliveira (n 1912-1994) - (meu pai); Luzia Victalina da Silva; Maria Victalina da Silva; Eldóxia Victalina da Silva; Natal Mariano de Oliveira; Marinho Mariano de Oliveira; Nilo Mariano de Oliveira; Delcídio Mariano de Oliveira, cada qual gerando herdeiros, conforme poderá ser constatado na árvore de nossa família.

O tronco materno, por outro lado, terá como ponto de partida Florêncio José de Oliveira (n 1856) – (meu bisavô), conhecido no Estado como Florêncio Maná, mineiro, viúvo e com uma filha de nome Etelvino de Oliveira chegou ao Mato Grosso em 1872 acompanhando a comitiva de José Antônio Pereira e Maria Carolina de Oliveira, da qual se acredita ser sobrinho, conforme depoimento de um representante da nossa Família. O velho Maná, assim conhecido, por sua vez, carregando em si o espírito desbravador, compôs a equipe de 40 fazendeiros que fundaram a cidade de Aquidauana em 1892, conforme consta na ata de criação daquela cidade. Casou-se em 1887 com Maria Dias Albuquerque de Oliveira (n 1865) - Índia Terena Guaná – (minha bisavó) tiveram como descendentes: Vicência Marcelina, Benvinda Mariana, Getúlio, Josefina Francisca, Florêncio Estevão, todos assinando Oliveira, produziram Família as quais poderão ser identificados futuramente na árvore.

A senhora Vicência Marcelina de Oliveira (n 1890) - (minha avó), por sua vez, casou-se com Mathias Alves Ferreira (n 1883-1971), (meu avô), filho de Joaquim da Costa Lima e da escrava Ana do Carmo Ferreira, tiveram como herdeiros: Sebastião, João Damião, Clarice, Antônio, Anna Marcelina (minha mãe) e Adelino, todos com a assinatura Alves Ferreira.



FAMÍLIA MEDEIROS CANDIA


Nesse momento, vou dar uma pausa momentânea sobre os D’ Oliveira Mariano, para falar sobre os Medeiros Cândia, descendentes de portugueses e italianos respectivamente se fazem representar através do meu casamento com a Sra. Tânia Mara Cândia D’ Oliveira tornando-se, portanto, parte integrante de nossa Família.

Retomando, a linha do tempo, ao falar dos troncos paterno e materno de minha esposa, sigo viagem à Europa em busca das respostas.

Tronco paterno, rumo à Itália, busco seu ascendente Nilcola Candia (n 1831-1922) – (seu Bisavô), nascido na cidade de Aieta, casou-se com Rosa Elvira Maria Maiorano Candia (n 1847) – (sua bisavó), tendo como filhos: Madalena, Raffaele, Fedele, Vincenzo, Pasquale, Serafina, Giuseppe, Ana Rosa, Nicola, Francesco.

Raffaele (Rafael) Candia (n 1871) (seu avô) – Aventurando-se em busca de caminhos mais promissores à sua necessidade de crescimento, cruzou os mares chegou ao Brasil em 11/05/1893, casou-se com Edelmira Rebuá (n 1882-1946) - (avó paterno), cuja Família veio da França e tiveram 9 filhos: Homero, Giazone, Heloisa, Rosa Elvira, Henriqueta, Nelsina, Waldemir, Fernando, Nicola Candia, todos produziram família, conforme poderá ser constatado na árvore.

Nicola Candia (n 1906-1994) - (meu sogro) e Cleuza Medeiros Candia (n 1929-2011) - (minha sogra), pais de 4 filhos: Mauro Roberto, Rachel, Marco Antonio e Tania Mara Candia D’ Oliveira (minha esposa). Com resultado da minha união com a Tânia Mara, nasceram três filhas: Marcella e Tamara e Ariany, todas assinando Cândia D’ Oliveira.

Quanto ao tronco materno de minha esposa, Norberto David Medeiros (n 1870) - (seu bisavô), casado com Guiomar Pereira Medeiros (n 1872) – (sua bisavó), tiveram os seguintes filhos: Assis, Lizandro, Zeferino, Amâncio, Francisco, Rita e Eutália.

Assis de Medeiros (n 1888-1940) (seu avô) casado com Rachel Cerzosimo Medeiros (n 1900-1979) (sua avó), formaram uma Família composta de 3 filhos: Norberto, Zenir e Cleusa, tendo portanto todos construídos suas próprias proles.

Como podem ver, de forma breve, promovemos este relato e retomaremos a história desta Família da qual temos o orgulho e a honra de fazermos parte.



PARTE 1 – OS IMIGRANTES EUROPEUS NO BRASIL


Os primeiros imigrantes chegaram para trabalhar especificamente em sistema de parceria nas lavouras de café brasileiras.

No Segundo Reinado, percebeu-se que as estruturas das relações de trabalho no Brasil foram sofrendo importantes transformações, provocadas pela insistente pressão das autoridades britânicas. O governo imperial, por sua vez, promoveu ações que impediram a expansão do trabalho escravo, com a expressa proibição do tráfico negreiro, em 1850, fazendo com que os grandes cafeicultores brasileiros tivessem enormes dificuldades para adquirir mão de obra capaz de suprir a sua demanda reprimida.

A primeira alternativa para solucionar o problema foi o chamado tráfico interprovincial de escravos. Nesse caso, os grandes fazendeiros da região sudeste adquiriram os escravos ociosos localizados na região nordeste, devido à crise agrícola que atingiu os produtores nordestinos, principalmente pela diminuição do preço obtido na comercialização da cana de açúcar, do algodão e do fumo, disponibilidade assim a mão de obra daquela região.

Conforme estimativas, essa prática promoveu o deslocamento de aproximadamente 200 mil escravos pelo território brasileiro. Contudo, a crescente expansão das lavouras de café, identificou ser essa, uma solução ineficaz. Em pouco tempo, a grande demanda por escravos acabou os transformando em uma mercadoria de alto valor que encurtava o lucro dos cafeicultores. Dessa forma, o emprego da mão de obra imigrante européia se transformou na alternativa mais barata e viável.

O primeiro empregador de mão de obra assalariada européia foi o senador e fazendeiro Nicolau de Campos Vergueiro. Entre os anos de 1847 e 1857, trouxe várias Famílias de origem portuguesa, alemã, suíça e belga para trabalharem em sistema de parceira, acordo esse, no qual o proprietário de terras pagava todas as despesas com a viagem e a acomodação dos empregados. Aqui chegando, o colono estrangeiro trabalhava até saldar suas dívidas e participava nos lucros obtidos na plantação.

Em pouco tempo outros fazendeiros lançaram mão dessa mesma estratégia na obtenção de mão de obra, no entanto, acostumados com a exploração dos escravos, muitos cafeicultores impuseram condições de trabalho desvantajosas aos colonos. A partir da década de 1870, a entrada de trabalhadores europeus no Brasil passou a ser oficialmente organizada pelo governo. Aproveitando das conturbações políticas no Velho Mundo, o império lançou mão de uma grande propaganda demonstrando às oportunidades de trabalho existentes no Brasil.

Além de atender uma demanda econômica, a entrada de imigrantes no Brasil integrava um ambicioso projeto de engenharia social dos intelectuais dessa época. Tomando a Europa como um grande modelo a ser copiado, muitos pensadores e políticos acreditavam que a imigração abriria portas para o gradual “branqueamento” da população brasileira. Nesse sentido, projetava-se a expectativa racista de diminuir a “negativa” presença de negros e mulatos na formação do povo brasileiro.

* Compilado parte do artigo do Professor Rainer Sousa - Graduado em História - Equipe Brasil Escola


PARTE 2 – CONSTITUIÇÃO DAS FAMÍLIAS


LEGENDA: bat. = batizado(a); c/c = casado(a) com; n = nascido(a); n.m. = neto(a) materno(a); n.p.= neto(a) paterno(a). As relações F (filho), N (neto), Bn (bisneto), Tn (trineto), Qn (quarto-neto), Pn (pentaneto), têm como referência o casal base (genearca) (Filho, Neto, Bisneto), G = Gêmeos.

Título 1 e 2 - Marianno Teixeira


1- FAMÍLIA TEIXEIRA

Teixeira (apelido) é um nome de família da onomástica da língua portuguesa e galega. Segundo alguns genealogistas poderá derivar da palavra teixo, nome este de uma árvore gimnospérmica da família das Taxaceae. No entanto as suas origens como nome de família encontram-se na localidade de Teixeira.
A família dos Teixeiras é das mais antigas e qualificadas de Portugal. D. Fafes Luz (ou Lucides) veio com o Conde D. Henrique para Portugal, foi seu alferes-mor, rico-homem, muito honrado, marido de D. Froilhe Viegas, senhora da Quinta de Sequeiros, filha de D. Egas Pais de Penagate, senhor de muitas terras no conselho de Prado, regalados. Entre Homem e Cávado, e das Quintas de Crasto, Vasconcelos, Dornelas e Sequeiros e fundador do mosteiro de Rendufe, e de sua mulher. D. Sancha Mendes. Teve, pelo menos, dois filhos: D. Godinho Fafes, de quem procedem os Fafes, os Godins e Godinhos e os Álteros; e D. Egas Fafes de Lanhoso. Este foi rico-homem, teve o senhorio de muitas terras, combateu na batalha de Ourique e recebeu-se com D. Châmoa Mendes, filha de D. Mem Viegas, de quem houve D. Mendo Viegas, D. Gonçalo Viegas, primeiro mestre da Ordem Militar de Avis em Portugal, de quem não ficou geração, e D. Foilhe ou Sancha Viegas, mulher de D. Soeiro Pires Torta ou Escacha. De D. Mendo Viegas, que foi rico-homem, e de sua mulher, D. Maria Pires, nasceu D. Hermígio Mendes de Teixeira, que foi rico-homem de D. Sancho I, senhor de Teixeira, Gestações da quinta de Sequeiros, esteve na conquista de Sevilha e tomou o apelido do primeiro destes senhorios. Casou-se com Maria Pais, filha de D. Paio de Novais, alcaide de Vila Nova de Cerveira, rico-homem, e de sua mulher, D. Maria Soares Velho, de quem teve vários filhos, pelos quais se continuou o apelido de Teixeira.

No século XVIII foi criado por D. João VI, rei de Portugal e pai de D. Pedro I do Brasil, por meio de uma Carta Régia de 16 de março de 1818, o título de Barões de Teixeira, a favor do grande comerciante e capitalista português Henrique Teixeira de Sampaio, 1.º Senhor de Sampaio, 1.º Conde da Póvoa e então Primeiro Barão de Teixeira.

”No Brasil”

Os Teixeira(s) chegaram ao final do século XVIII, inicialmente como Góis e Mello, para só então depois tornar-se apelido único de família. Primeiro na cidade de Recife em Pernambuco, partindo em seguida para o interior do Ceará, onde se instalaram inicialmente em Mombaça, cidade do sertão central. Na região foi de relevante importância política e econômica, gerando numerosa descendência. Suas gerações tiveram continuidade através da família Castelo e Benevides.

Diante das informações que serão apresentadas, ficará quase impossível efetuar a ligação de nossa Família Teixeira, no Brasil, com as pessoas Portuguesas acima mencionadas, de formas que, no presente relato, devido a falta de evidências, vamos trabalhar com nossos acendentes Brasileiros, pois desses temos algumas informações.

2 - FAMÍLIA MARIANNO

Por outro lado, para falar dos Teixeiras é necessário conhecer os Mariannos,(o qual a ortografia ao longo do tempo, transformou em Mariano) pois devido a união conjulgal que ocorreu ao longo dos tempos, derão inicio a esse ramo de nossa Família, conforme poderá se constatada através do censo mineiro de 1832,
Por ser a Família Marianno Teixeira de cor parda, fica evidenciado que a sua composição foi formada por elementos da raça branca e negra, portanto, acredito que a ascendência da Família Marianno é forma pela raça negra vinda da África, enquanto que a Teixeira, a raça branca veio da Europa.

Diante da falta de evidências mais claras que comprove nossa pesquisa quanto aos Mariannos, quero nesse momento lançar mão de alguns artigos no intuito de aclarar a forma como foram constituídas as Famílias Negras no Brasil:


a) Primeiramente lançarei mão de parte do artigo escrito por: Eny de Mesquita Sâmara do Departamento de História - FFLCH/USP:

“A Família Negra no Brasil”.

Nesse artigo ele discute as dificuldades da historiografia contemporânea para estudar o casamento entre escravos, particularmente o problema do difícil acessa as fontes específicas, sugerindo testamentos manuscritos, onde vêem descrita a vida familiar de escravos e libertos. Também aborda o estudo de casamentos mistos, entre os quais discerne a tendência ao casamento inter pares, reforçando o padrão de dominação das elites.

Na cidade de São Paulo, um preto forro, André da Cunha, temendo a morte, descrevia em testamento a sua vida familiar, que pode ser em parte reconstituída por trechos extraídos desse documento.

"Declaro que sou natural do Reino de Angola, e que de lá vim em menor idade, para esta cidade de São Paulo, filho de pais que não conheci, e que devem ter falecido, visto me achar na idade de mais de setenta anos.

Declaro que fui escravo do finado Sargento-mor Francisco Mariano da Cunha o qual por sua morte me deixou liberto.

Declaro que no estado de solteiro por fragilidade humana tive cópula com Antonia, escrava do dito Major Cunha, e presentemente liberta de que resultou um filho de nome Evaristo, que se acha na Vila de Santo Amaro, acoartado ao Sr. José Antonio da Guerra, trabalhando para pagar ao mesmo o dinheiro que lhe emprestou para sua liberdade.

Declaro que depois casei-me com Maria, escrava que foi do sobredito Major, e presentemente falecida da qual tenho um filho de nome Rafael liberto.

Declaro que falecendo a dita Maria, passei a segundas nupcias com Angela Thomazia a qual vive, e de cujo matrimônio até o presente não tive filho algum, e por isso são meus únicos herdeiros minha mulher Angela Thomazia e meus dois filhos Evaristo, que por este meu testamento o reconheço por meu filho tido de mulher livre no estado de solteiro com Antonia igualmente solteira, e Rafael filho da finada Maria, minha primeira mulher" (...).
Uma análise de conjunto da sociedade colonial também revela as dificuldades que a população livre e pobre enfrentava para realizar casamentos legítimos. O alto custo das despesas e a morosidade do processo teriam reflexos diretos sobre o índice de nupcialidade, aumentando a incidência de concubinatos. Uma parcela significativa da população permanecia no celibato, muitas vezes formando famílias ilegítimas ou incompletas, encabeçadas apenas pelo homem ou a mulher solteira com sua prole.
As pesquisas realizadas sobre a família escrava, de modo geral apontam baixos índices de uniões mistas. Esse dado ao ver da escritora é bastante elucidativo com relação aos procedimentos adotados pela população livre, escrava e liberta na sociedade brasileira do passado.
Em Lorena no ano de 1801, Costa e Sienes falam de apenas 4,5% enquanto Alida Metcalf conclui por 20% em Santana de Parnaíba durante o século XVIII. Estes casamentos segundo Metcalf, também proporcionaram aos escravos uma base para uma vida familiar estável. Segundo a autora é comum encontrarmos no registro matrimonial uma declaração do cônjuge livre de que acompanharia o cativo. Em geral isso significava que o cônjuge livre viveria na mesma propriedade que o escravo, tornando-se de fato um agregado do proprietário.
Entre os libertos o mais comum era comprar a liberdade do cônjuge escravo e não segui-lo no cativeiro.
Ainda com relação aos casamentos mistos, Nizza da Silva fala genericamente que eram comuns em certas capitanias e em certos momentos do período colonial, embora não apresente dados estatísticos a respeito. Além disso, chama a atenção para os casamentos entre os índios administrados e os escravos da Guiné, prática constante adotada entre os proprietários. Silvia Lara, ao analisar a população escrava de Campos de Goitacases, afirma que há vários registros de escravos casados com mulheres forras e apenas um caso de um escravo casado com uma índia com quem nos casos de uniões entre escravos e forras, "devemos notar a condição relativamente privilegiada do escravo em relação aos demais cativos".
No entanto, ao que tudo indica, os matrimônios inter-raciais eram reduzidos. Famílias legítimas, quase sempre eram formadas entre elementos da mesma raça e preferencialmente de igual condição. Apesar da inexistência de pressões no âmbito jurídico, na prática o quadro era diferente.
Embora aparentemente não existissem entraves à realização de casamentos mistos ou mesmo entre pessoas consideradas "desiguais", eram desaconselhados e criticados pela população. No Nordeste, na segunda década do século XIX, Henry Koster observou que os concubinatos entre brancos e mulheres negras eram comuns, mas objeto de murmuração geral. As pressões eram menores nos casos de amasiamentos ou de matrimônios mistos, desde que ocorressem entre indivíduos de posição social inferior, pois a moça, nessa situação era equiparada à condição do marido, salvo se fosse "completamente negra".
Rugendas, em sua Viagem pitoresca através do Brasil, fala de uma tendência constante das cores escuras para aproximar sua descendência da cor branca, "por isso os rapazes europeus sem condição social ou econômica conseguem facilmente ricos casamentos com mulheres de cor". Observa também que "entretanto, é comum e natural que um branco de boa família prefira unir-se a uma mulher branca, pois as mulheres desta cor e o sangue europeu são sempre uma vantagem e formam uma espécie de aristocracia".
A aparente tolerância que cercava o mercado matrimonial, na falta de pretendentes elegíveis na prática era diferente. Sabemos, por exemplo, que, em 6 de agosto de 1771, o Vice-rei dava baixa do posto de Capitão-mor a um índio porque: "se mostrara de tão baixos sentimentos que se casou com uma preta, manchando o seu sangue com esta aliança, e tornando-se, assim, indigno de exercer o referido posto". Em São Paulo, no século XIX, era alvo de críticas, os casamentos com mulheres de menor condição social e com falta de pureza de sangue, e disto aparecem até queixas nos Ofícios Diversos da Capital.
Na sociedade paulista do século XIX, percebemos que as normas impostas pelas elites dificultaram os matrimônios e os circunscreveram a determinados círculos. Interessada na manutenção do prestígio e da estabilidade social, a elite paulista do século XIX, de olhos cerrados para a realidade, que a cercava, procurava limitar os casamentos mistos quanto à cor, assim como em desigualdade de nascimento, honra e riqueza.
E o resto da população, adotou procedimentos semelhantes?
Um quadro do número de casamentos mistos no ano de 1836 mostra que: para os 575 domicílios que apresentavam informações completas quanto ao casal, em nenhum caso um branco se casou com um negro, 17 brancos se casaram com mulatos e apenas um branco se casou com um índio. Constatamos nesse recenseamento em que brancos, pardos e negros casaram mais entre si e do mesmo modo livres, escravos e libertos.
As relações familiares, sob o ponto de vista da escritora, constituem terreno, onde o historiador penetra com cuidado e evita generalizações, pois as relações que se estabelecem no dia-a-dia da população são complexas e nem sempre estão inseridas em sistemas ideológicos e de moral, que servem de controle da ordem social estabelecida.
Há, portanto, que pesquisar mais e aprofundar a questão da família negra no Brasil, de modo a poder estabelecer parâmetros e elos entre o passado e o presente que não pude realizar neste trabalho.
b) Segundo a professora do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense - Mariza de Carvalho Soares em seu artigo:
“Mina, Angola e Guiné: Nomes d’África no Rio de Janeiro Setecentista”
No Brasil, os escritos são fartos no uso dos termos “preta-mina”, “nação angola” e “escravos de Guiné”. Essas expressões costumam acompanhar o nome dos escravos ou ser incorporadas a eles: Antônio Mina, Manoel do Gentio de Guiné, Elório Cabinda. Em todos os casos, o nome traz a marca de uma designação de grupo.

Desvendando identidades através da leitura dos livros de assento de batismo permitiu-se perceber a distribuição dos escravos em dois grandes grupos: os nascidos no âmbito da sociedade colonial e os nascidos fora dele.

Essa distinção é mais precisa que a divisão da escravaria entre os nascidos na África e no Brasil. Algumas escravas nascidas na África foram ditas “crioulas” e não “gentias”. Por outro lado, as escravas índias – chamadas “negras da terra” ou do “gentio da terra” – nascidas no Brasil, são consideradas “gentias”. O primeiro grupo está organizado com base no critério da cor (pretos e pardos) e o segundo com base no critério da procedência (“gentio”/“nação” angola, mina, etc.). Na cidade do Rio de Janeiro coube ao Cura da Sé e aos Vigários das demais paróquias urbanas a redação dos assentos de batismo, casamento e óbito. A leitura dos assentos de uma mesma paróquia permite constatar que, em pouco tempo, os novos eclesiásticos entendem a necessidade de anotar a cor e a procedência exata dos escravos, por serem estas não apenas observações formais, mas informações indispensáveis à identificação dos mesmos.

As escravas nascidas no âmbito da sociedade colonial são anotadas como crioulas, pardas, cabras, pretas ou, simplesmente, “escrava de fulano”.

Os escravos africanos trazem sempre no nome a indicação do “gentio” ou “nação” a que pertencem. O uso concomitante desses dois termos mostra a convivência de dois sistemas de classificação e organização da escravaria africana. A palavra gentio está associada às gentes, indicando povos que, à diferença dos cristãos e judeus, seguem a chamada lei natural. Já a palavra nação diz respeito à “gente de um país ou região, que tem língua, leis e governo a parte”. O termo é aplicado ainda à raça, casta e espécie. Nesse sentido diz respeito a povos que podem ser gentios, ou não, mas cujo reconhecimento se dá pelo uso partilhado de um território, uma tradição ou uma língua comum. O termo gentio é usado para designar os povos almejados pela catequese missionária. Já o termo nação se aplica a qualquer povo, infiel ou cristão, com o qual o Estado português se relaciona. Por fim, uma observação sobre o período de utilização dos dois termos. Enquanto “nação” tem uma utilização constante ao longo do tempo desde o século XV até o XIX, “gentio” é aplicado a universos de amplitude variável, caindo em desuso ainda no século XVIII. A documentação permite ainda observar que, à diferença de angola e mina, que podem ser gentios ou nações, guiné é sempre um gentio.

Embora na primeira metade do século XVIII os assentos ainda omitam certas informações (como a já mencionada data de nascimento), o escravo africano é rigorosamente identificado por um nome de batismo, acompanhado de sua procedência, acrescido de sua condição de escravo e do nome e sobrenome de seu proprietário (“Josepha do Gentio da Mina, escrava de fulano....”). Ao longo da vida, o escravo pode mudar de proprietário, mas a procedência torna-se um atributo do nome que o acompanha por toda a vida, mesmo depois de forro.

c) Por outro lado escreveu a estudiosa Kátia Mattoso. A endogamia e a união livre (sem casamento) eram freqüentes entre africanos libertos, principalmente após 1850.

d) Julita Scarano e Célia Borges, estudando as irmandades do Rosário de Minas Gerais, identificam uma grande variedade de grupos africanos. Nestes levantamentos aparecem tanto grupos étnicos quanto de procedência. Ela mostra que nas irmandades mineiras predominam os minas e os nagôs. Menciona ainda os angolas, os benguelas e, em seguida, “todo um desfilar de nações”, algumas com apenas dois ou três representantes: dagomé (daomé), tapa, congo-cabinda, moçambique, maqui, sabará, timbu, cobu, xambá, malé. Em tese recente, Célia Borges apresenta um levantamento do livro de entrada de associados da irmandade de N. S. do Rosário, de Mariana. Entre os anos de 1750 e 1760, arrola um total de 283 entradas de irmãos “sudaneses” assim discriminados: 140 minas, sessenta couranas, sete cobus, cinco nagôs, sete sabarus, quatro caboverdes, 21 ladás, 28 fans, um xambá, nove couras e um dagomé, erradamente incluído entre os bantos.
Bem, retomando o pensamento, diante das afirmações acima relatadas irei pressupor que a Sra. Apolônia Roza, por ter a pele parda, ser ela, descendente da família Marianno Teixeira e, portanto seus ancestrais Mariannos de cor negro e de origem escrava, provavelmente de Angola, Mina ou Guiné, quanto aos Teixeiras por terem a tez branca, acredito serem descendentes de europeus. Portanto formularei uma opinião que poderá ser contestada com o passar dos tempos por outros estudiosos.
Por não ter a informação temporal exata em que as Famílias Marianno e Teixeira se uniram, através do casamento, irei considerar como a matriarca da Família:

Apolônia Roza (n 1748), tomando como base o Censo Mineiro de 1832, está demonstrado que seu estado civil era solteira, contudo acredito que tal condição possa perfeitamente encaixar no artigo acima mencionado pela estudiosa “Kátia Mattoso”.

Do Censo Mineiro de 1832 - Freguesia de São João – Termos de São João Del Rei.
15 3 JOSE MARIANNO TEIXEIRA 48 chefe masc. pardo casado jornaleiro; IZABEL IGNACIA 41 conjuge fem. Crioulo casado fiadeira; APOLONIA ROZA 84 depen. fem. pardo solteiro.

Moradora, na época, na Freguesia de São João – Termo de São João Del Rei – MG, por falta de evidências contundentes, acredito ser ela a pessoa que contribuiu de forma direta na constituição da Família. Através da união livre (sem casamento) com alguém da Família Marianno Teixeira, gerou os seguintes filhos:
1.1. José Marianno Teixeira (n 1784) G;
1.2. Victorianna Marianno Teixeira (n 1784) G;
1.3. Antônio José Marianno Teixeira (n 1789).
A razão pela qual adotamos essa linha de pensamento esta pautada na semelhança entre o nome de meu avô e o personagem do item 1.1. (acima citado) por ser usual, na época, as pessoas repetirem, com freqüência, os nomes de gerações anteriores.

§

1.1. José Marianno Teixeira (n 1784) G – Casado com a escrava liberta Izabel Ignácia (n 1791), sendo residente na época na Freguesia de São João – Termo de São João Del Rei – MG e tendo como filhos:
1.1.1 José Marianno Teixeira (n 1807) – Casado com Balbina Maria, sendo residente no censo de 1839 no Distrito de Pouso Alto – MG, tendo como filhos:
1.1.1.1. Joaquim Marianno Teixeira (n 1827) – tendo sido casado com pessoa desconhecida, morador no Distrito de Pouso Alto – MG, tive como filho:
1.1.1.1.1. Francisco Mariano Teixeira (n 1856) meu bisavô – Casado com Francisca Mariano de Oliveira, moradores da então Aldeia de São Francisco de Salles, hoje cidade do mesmo nome, constituindo Família com os seguintes filhos:
1.1.1.1.1.1. Antônio Mariano Teixeira (n 1887-1970);
1.1.1.1.1.2. José Mariano Teixeira ou (de Oliveira) (n 1888-1953) – meu avô;
1.1.1.1.1.3. Cornélia Mariano Teixeira (n 1890);
1.1.1.1.1.4. Galdino Mariano Teixeira (n 1891);
1.1.1.1.1.5. Manoel Mariano Teixeira ou (de Oliveira) (n 1892-1944);
1.1.1.1.1.6. Maria Mariano Teixeira (n 1893);
1.1.1.1.1.7. Claro Mariano Teixeira (n 1894);
1.1.1.1.1.8. Humberto Mariano Teixeira (n 1895);
1.1.1.1.1.9. Tomé Mariano Teixeira ou (de Oliveira) (n 1896).
1.1.1.1.1.10. Hilário Mariano Teixeira ou (de Oliveira) (n 1901-1945).

Data: 1839 - Mapa Estatistico e População do Distrito de Pouso Alto

503 Jose Mariano 32 da terra casado roça
Balbina Maria 22 da terra casado mulher
Joaquim 12 da terra filhos
Fernando 7 da terra
Maria 4 da terra
nº de moradores no fogo: 5


OBS: Acredito que o José Mariano aqui mencionado, seja “pardo” e não “da terra” como identificada.

1-1-1-2. Fernando Marianno Teixeira (n 1832);
1-1-1-3. Maria Marianno Teixeira (n 1835).

Em declaração feita a mim pela nossa ancestral Olíria Delfina de Jesus, a qual morreu em 2010, com 98 anos, neta paterna do velho Francisco Mariano Teixeira, em seu relato afirmava: “Ele era filho de pardo com índia”. Dizia também que, seu bisavô costumava macerar a comida na boca para dá-la a seus filhos (costume indígena), o que me levou a deduzir esta proposição.

1.1.2. Inácio Marianno Teixeira (n 1809) – Casado com Anna Rosa (n 1799), morador em São Tomé da Serra das Letras – Termo de São João Del Rei – Comarca do Rio das Mortes; tiveram como filhos:
1.1.2.1. Antônio Marianno Teixeira (n 1826);
1.1.2.2. Joaquim Marianno Teixeira (n 1827);
1.1.2.3. Mariana Marianno Teixeira (n 1829);
1.1.2.4. Maria Marianno Teixeira (n 1831);
1.1.2.5. Cândida Marianno Teixeira (n 1834).

1.1.3 Felipe Marianno Teixeira (n 1810) – Casado com Maria Andresa, morador na Freguesia de Nossa Senhora do Carmo – Termos da Vila de Maria de Baependi – Comarca de Paraibuna - MG, tendo como filhos:
1.1.3.1. Rita Marianno Teixeira (n 1832);
1.1.3.2. Felisbina Marianno Teixeira (n 1836);
1.1.3.3. Joaquim Marianno Teixeira (n 1837).

§

1.2. Victorianna Marianno Teixeira (n 1784) G – morador na época do censo em Bom Jesus dos Perdões – Termo de São José Del Rei – MG - Sem geração;

§

1.3. Antônio José Marianno Teixeira (n 1789) - Viúvo, morador na época do censo em Bom Jesus dos Perdões – Termo de São José Del Rei – MG, tendo os seguintes filhos:
1-3-1. Joaquim Marianno Teixeira (n 1818);
1-3-2. Manoel Marianno Teixeira (n 1820);
1-3-3. Lucinda Marianno Teixeira (n 1821);
1-3-4. Anna Marianno Teixeira (n 1822);
1-3-5. Domingos Marianno Teixeira (n 1825).

Antônio Marianno Teixeira (n 1757) – Portanto, cunhado de Apolônia Roza.

Capela de São Vicente Ferrer da Formiga. Freguesia e Termo da Vila de Tamandua
data: 3 de fevereiro de 1832

31 767 MARIANNO TEIXEIRA chefe do fogo pardo 36 casado ferreiro
RITA cônjuge pardo 30 casado fiadeira
MARIA MARIANNO TEIXEIRA dependente pardo 10
ANTONIO MARIANNO TEIXEIRA dependente preto 75 solteiro ferreiro
nº moradores: 4

Tendo sido referenciado no Censo 1832, Antônio Marianno Teixeira (n 1757), como estado civil solteiro, tudo leva a crer que sua união era livre (sem casamento) e que poderia ser irmão ou cunhado de Apolônia Roza (acima citada), esta resposta terá de ser mais aprofundada por outros estudiosos. Por ter a cor parda, provavelmente filho de escravos, atende assim as condições evidenciadas no tópico: CASAMENTO, COR E CONDIÇÃO SOCIAL. Por outro lado, acredito que a união das Famílias Marianno e Teixeira possa ter ocorrido na geração anterior às pessoas aqui mencionadas e que, portanto acredito ter gerada os seguintes filhos:

1.1. Marianno Teixeira (n 1796) – Casado com Rita (n 1802), morador na Freguesia e Termos da Vila Tamanduá – Formiga, teve os seguintes filhos:
1-1-1. Maria Marianno Teixeira (n 1821).

1.2. Luiz Marianno Teixeira (n 1801) – Casado com Anna Luiza (1807), morador na Freguesia da Aiuruoca – Termos da Vila de Santa Maria de Baependi, teve os seguintes filhos:
1-2-1. Francisca Marianno Teixeira (n 1823);
1-2-2. Manoel Marianno Teixeira (n 1825);
1-2-3. Antônio Marianno Teixeira (n 1830).


Título 3 e 4 – Cunha, Silva e Borges


FAMÍLIA CUNHA

O sobrenome CUNHA designa uma das linhagens mais antigas de Portugal, é classificado como tendo origem na região denominada Quinta da Cunha, governada por Dom Paio Guterres da Silva, em terras do rei dom Afonso de Leão. Encontrado em Portugal e Espanha, classificado como sendo um toponímico (estudo lingüístico ou histórico da origem do nome próprio de lugares), pois tem origem geográfica. Em documentos do século 12 a 14 existem registros da grafia Cuinha, Coinha e Coina. Vem de Cunha "rochedo isolado cuja forma lembra uma cunha".
Tal classificação se refere aos sobrenomes cuja origem se encontra no lugar de residência denominado original. Nomes de origem habitacional nos dizem, portanto, de onde provem o progenitor da família, seja uma cidade, vila ou simplesmente um lugar identificado por uma característica topográfica.
Uma tradição explica a existência de povoações com esse nome, e usual em diversas famílias, pelo fato de D. Paio Guterres, natural da Gasconha, mandar colocar nove cunhas no castelo de Lisboa e por elas pôde subir com os seus, conquistando a cidade (cerco de Lisboa 1147). Os Brasões dos Cunhas, em memória desse feito, possuem 9 cunhas.

O primeiro a batizar um filho com o sobrenome Cunha foi Dom Paio Guterres da Silva, já citado, homem nobre e rico, governador das muitas terras do rei de Portugal, dom Afonso de Leão VI. Ao nascer o seu terceiro filho, Dom Paio registrou-o com o nome de Fernão Dias da Cunha, em homenagem ao lugar denominado Cunhas onde se localizava a Quinta da Cunha, que era a sede do governo local, e cujo prédio possuía o formato de uma cunha.

Era um lugar de destaque na região, onde o rei costumava passar os seus dias de descanso. Fernão Dias da Cunha tornou-se o senhor da Quinta da Cunha, vindo a participar do conselho do reino. Ao longo de sua existência ele ocupou várias posições de importância na casa real. Foi o provedor da Ordem de Cristo e mestre da Ordem da Rosa. Por decreto do rei, lhe foi concedido o brasão de armas. Tendo, pois, Fernão Dias como pioneiro, o sobrenome Cunha permaneceu passando para as gerações seguintes até os dias atuais.
Cabe destacar entre os membros da família outras personalidades de destaque: Nuno da Cunha [1487-1539], militar e governador da Índia; Francisco da Cunha, citado em 1540, escritor português; Rodrigo da Cunha, bispo português no Brasil; João Cosme da Cunha.
O primeiro a assinar Cunha que chegou ao Brasil e deu origem a nossa Família veio da Ilha da Madeira, Portugal, seu nome, Tristam Mendes da Cunha (n 1689) e ao longo de nossas pesquisas, procurarei verificar se sua ascendência refere-se a algum dos nomes Cunhas acima citado. Natural da Freguesia da Sé da Ilha da Madeira, Portugal, casou-se com Úrsula Ferreira das Virgens (n 1707), natural da freguesia de São Pedro da Cidade de Bahia, atual Salvador, BA. Ambos nascidos, provavelmente, no início do século XVIII.
Do livro de batismos dos anos de 1734 a 1762 da Igreja de Nossa Senhora da Candelária do Rio de Janeiro: consta: "Aos sinco de Janeiro de mil settecentos e trinta e nove nesta Parochial baptizou /o Reverendo Padre Coadjutor Antonio Ferreira da Cruz e pos os Sanctos Oleos a /Ursula filha legitima de Tristão Mendes da Cunha natural da Ilha da Madeira e Ursula Ferreira das Virgens natural da Cidade da Bahia e moradores nesta freguesia: forão /padrinhos Joze Francisco Bolina e Mariana da Silva molher de Felipe de Souza. Vigr.o Ignácio Manoel".
Tiveram oito filhos:

3.1. Catarina da Cunha Ferreira;
3.2. Felix da Cunha Ferreira;
3.3. Úrsula Maria da Cunha Ferreira;
3.4. Jose Cunha Ferreira;
3.5. Anna Maria da Cunha Ferreira;
3.6. Marianna da Cunha Ferreira;
3.7. Caetano da Cunha Ferreira;
3.8. João da Cunha Ferreira;

§

3.1. Catarina da Cunha Ferreira (n 1725) natural da freguesia de N. S. do Pilar das Congonhas do Sabará, MG. Em 5/11/1740, casou-se na Igreja da Candelária do RJ com Felipe Santiago de Afonseca (n 1709), natural de Santa Justa, Lisboa, filho de Antonio Fernandes da Vila de Figueiró dos Vinhos e de s/m Maria Josefa. Neto paterno de Manoel Fernandes e de s/m Maria João, ambos da mesma Aldeia do Douro de Figueiró dos Vinhos.
Felipe Santiago de Afonseca e s/m Catarina da Cunha Ferreira deixaram, pelo menos, as seguintes filhas:
3.1.1. Felícia da Fonseca Cunha (*);
3.1.2. Ana da Fonseca Cunha;
3.1.3. Luíza da Fonseca Cunha;
3.1.4. Maria Thereza.
(*) Dos testamentos das irmãs Ana e Luíza da Fonseca Cunha, arquivados no Museu Regional de São João Del Rei, ambas eram solteiras, não tiveram filhos, em ambos os testamentos foi testamenteiro Antonio Gomes de Oliveira, que era casado com Ana Joaquina da Fonseca, sobrinha e herdeira das irmãs Ana e Luíza. Por ambos os testamentos, não foi descobrir os nomes dos pais da sobrinha Ana Joaquina da Fonseca, porém foi citado o nome de Felícia da Fonseca Cunha , que era proprietária da Fazenda denominada Campo Formoso dos Medeiros, Aplicação de Nossa Senhora das Candeias, Termo da Villa de São Bento do Tamanduá, Minas e Comarca do Rio das Mortes e por isto "foi adotada" a Felícia como mãe da Ana Joaquina da Fonseca , ficando este elo comprometido e sujeito à confirmação. Nos testamentos de Ana e Luíza, foi informado que os pais delas eram Felipe Santiago de Afonseca e Catarina da Cunha Ferreira, certamente foi o avô de Ana Joaquina da Fonseca, aqui indicada como sobrinha herdeira das tias solteiras. De qualquer forma, mesmo sem os nomes dos pais de Ana Joaquina da Fonseca, segue este estudo como correto através dos avós Felipe e Catarina.

§

3.2. Feliz da Cunha Ferreira (n 1727), natural da freguesia de N. S. do Pilar das Congonhas do Sabará, MG.

§

3.3. Úrsula Maria da Cunha Ferreira (1739) - Casou-se aos 25/03/1757 na Candelária com Antonio Luiz Ferreira, conforme registros de casamentos da Igreja da Candelária do RJ: Págs. 58 e 58 verso.
“Antonio Luiz Ferreira - Aos vinte e sinco de Março de mil settecentos e sincoenta e sete [25/3/1757] na Capella do Excellentissimo e Reverendissimo Senhor Bispo de Special Licença e na presença do Muito Reverendo Doutor Vigario Geral e Juiz de Casamentos Antonio Jose Pág. 58 verso dos Reis Pereyra e Castro e das testemunhas abaixo nomeadas, Se receberam em Matrimonio por palavras de prezente Antonio Luiz Ferreyra natural da Cidade de Braga filho Legitimo de Domingos Ferreyra Barbosa e de sua molher Francisca de Almeida, com Ursula da Cunha Ferreyra , digo , Ursula Maria da Cunha Ferreyra natural e baptizada e moradores nesta freguezia , filha legitima de Tristão Mendes da Cunha natural da Ilha da Madeira e de sua molher Ursula Ferreyra da Virgens da Cidade da Bahia , e o contrahente foi baptizado na freguezia de São João do Soutto da ditta Cidade de Braga , os contrahentes forão dispensados nos banhos ante matrimonium pello Excellentissimo Reverendissimo Senhor Bispo E por não constar de impedimento algum canonico e terem Se Confessado lhes assistio o sobre ditto MuitoReverendo Vigario Geral Sendo Testemunhas o Reverendo Padre Bernardo Duarte e o Tenente Coronel Francisco Xavier como tudo consta da Certidão que me aprezentarão e tomarão as bençoens nesta Parochial ao Primeirode Mayo , de que tudo fiz este assento que assignarão con migo.
Bernardo Jose
F.co X.er O Vig.o Ignacio Manuel”...

§

3.4. Jose Cunha Ferreira (1734) - deve ter falecido na infância, pois não foi citado no testamento de sua irmã Anna Maria da Cunha Ferreira.

§

3.5. Anna Maria da Cunha Ferreira (1730) – solteira, faleceu no Rio de Janeiro aos 26/10/1799, com testamento. Do Livro de Óbitos da antiga Sé do Rio de Janeiro dos anos de 1797-1812, Igreja do Santíssimo Sacramento:
"D. Anna da Cunha Ferreira - Aos vinte e seis dias do mes de Outubro de mil setecentos e noventa e nove annos nesta freg.a / Rua da Valla faleceo D. Anna M.a da Cunha Ferr.a , solteira , com todos os Sacram.tos / Foi encomend.a por mim e doze Sacerdotes , amortalhada no habito de N. Sra do / Carmo , para onde foi acompanhada processionalm.te com os doze Sacerdotes onde se- /deo a sepultura por ser Irmam da Ordem 3.a da d.a Snr.a; fez tt.o solene. De que p.a / constar fiz este assentoe assignei.O Coadjutor Manoel Aff.o Costa".
“Anna Maria da Cunha Ferreira”.
Em nome da S.S. Trindade, Padre, Filho e Spto Santo/

§

3.6. Marianna da Cunha Ferreira (1729) – É citada no testamento de Anna Maria da Cunha Ferreira como irmã.
Deixo a m.a Irmam D. Marianna da Cunha Ferr.a em sinal de / grande amor e amizade com q. sempre nos tratamos a quantia de Cem mil r.s , a Roupa / branca do meo uzo , e a p.te [parte] que tenho nos escravos q. possuimos em comum , assim como a parte que tenho nos trastes e alfaias que possuimos em comum com declara- / ção porem , que p.r sua morte , pagará a parte q. nos d.os trastes e alfaias tenho a meo So- / brinho o Tenente Luiz de Seixas Souto Mayor e a parte q. tenho na Imagem de Sto Christo a m.a / Sobrinha D. Thereza Fran.ca.

§

3.7. Caetano da Cunha Ferreira (1732) – Nosso ancestral paterno, era natural de Sabará-MG, casou em meados do século XVIII com Rosa Maria de São José (1736), natural de Tiradentes, onde batizaram filhos e deixaram geração.
Também citado no testamento de Anna Maria da Cunha Ferreira como irmão, tinha a seguinte redação:
Deixo a meo Irmao Caetano da Cunha Ferr.a duzentos mil r.s.
Foram encontrados em documentos os seguintes descendentes do casal:

3.7.1. Joseph da Cunha Ferreira (n 1753 – 1755), batizado aos 29-04-1753.
São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 29-04-1753 cap. Pilar, Joseph, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Rosa Maria de S. Jose, padr.: João da Cunha Ferreira e D. Maria Margarida Pessarra mulher de Manoel Mendes de Andrade.

3.7.2. Felix da Cunha Ferreira (n 1751), Nosso ancestral paterno, nascido em São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 06-04-1754 na cap. do Pilar, Felis, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Rosa Maria de S. Jose, padr.: dr. Felis da Cunha Ferreira, morador na cidade do Rio de Janeiro, o qual mandou pp. a seu irmão Manoel Mendes de Andrade, e Madalena de Jesus moradora na freguesia dos Prados. Casou com Francisca Maria de Jesus (1761), filha de José Martins de Aguiar e Izabel Pedrosa de Brito.

Censo da Parochia de N. S. das Dores da Boa Esperança - Data: 30-11-1831 Fonte: manuscristo original no ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO - MP - Cx. 08, Doc 22.

Feliz da Cunha Ferreira branco 80 casado agricultor; Francisca Maria de Jesus branca 70 casada fiadeira; Joaquim da Cunha branco 30 solteiro jornaleiro; Feliz da Cunha branco 28 casado agricultor; Francisco branco 6; Anna Maria branca 30 casada fiadeira; Maria branca 2; David pardo 8; Andre pardo 70 solteiro; Joaquim preto 100 solteiro; Alma preta 60 solteira. 2 cativos

Tiveram filhos batizados em Tiradentes, q.d.:

3.7.2.1. Francisco da Cunha Ferreira (n 1785), B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 28-03-1785 Oliveira, Francisco, f.l. Feliz da Cunha Ferreira e Francisca Maria, padr.: Caetano da Cunha Ferreira e Ursula Rosa.

3.7.2.2. Rita da Cunha Ferreira (n 1781), B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 21-06-1781 Oliveira, Rita, f.l. Felix da Cunha e Francisca Maria, padr.: Jose Monteiro de Aguiar e Mariana Pedrosa de Brito.

3.7.2.3. Manoel da Cunha Ferreira (n 1783), B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 12-03-1783 Oliveira, Manoel, f.l. Felix da Cunha Ferreira e Francisca Maria de Jesus, padr.: Jose Rodrigues da Silva, todos desta freguesia. Foi casado com Josefa Teodora (1801), e tiveram como filhos:
2-7-2-3-1. João da Cunha Ferreira (1813);
2-7-2-3-2. Felício da Cunha Ferreira (1815);
2-7-2-3-3. Frauzina Maria da Cunha Ferreira (1822)

Conforme o Censo da Parochia de N. S. das Dores da Boa Esperança - Data: 30-11-1831.

213 Manoel da Cunha Ferreira branco 48 casado agricultor. Jozefa Teodora branca 30 casada costureira João branco 18 solteiro Felicio branco 16 solteiro Flauzina Maria branca 9

3.7.2.4. João da Cunha Ferreira (n 1787), batizado aos 19-06-1787 em São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 19-06-1787 Oliveira, João, f.l. Felix da Cunha Ferreira e Francisca Maria de Jesus, padr.: João Batista Pereira e Maria Jose, filha de Jose Martins de Aguiar. Casou-se com Brígida Maria de Jesus (1801) e tiveram como filhos:
3.7.2.4.1. Maria Brígida da Cunha Ferreira (n 1819);
3.7.2.4.2. Cezário da Cunha Ferreira (n 1821);
3.7.2.4.3. Maria da Cunha Ferreira (n 1822);
3.7.2.4.4. Jose da Cunha Ferreira (n 1825).
3.7.2.4.5. Jerônimo da Cunha Ferreira (n 1828) - G;
3.7.2.4.6. Anna da Cunha Ferreira; (n 1828) - G.

Conforme apresentado no Censo da Parochia de N. S. das Dores da Boa Esperança em 30-11-1831.

220 João da Cunha Ferreira branco 35 casado agricultor;
Birgida Maria parda 30 casada fiadeira Maria Birgida branca 12 solteira fiadeira Cezario branco 10 Maria branca 9 Joze branco 6 Jeronimo branco 3 Anna branca 3

3.7.2.5. Antonio da Cunha Ferreira (n 1789), Nosso ancestral paterno, nascido em São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 19-07-1789 em Oliveira, Antonio, filho de Felix da Cunha Ferreira e Francisca Pedrosa de Jesus, foram padrinhos: Antonio Jose Alvares de Moura e Felicia filha de Caetano da Cunha Ferreira. Casado com Claudianna Luiza de Jesus (1790), filha de José Gonçalves Borges (n 1771) e Jacinta Luiza da Conceição (n 1775), ambos nascidos em São Francisco de Paula – MG, como avós Clemente Gonçalves Borges (1730), português de Trás-os-Montes e Rosa Clara de Jesus, tiveram como filhos:

3.7.2.5.1. Francisco da Cunha Ferreira (n 1813);

3.7.2.5.2. José da Cunha Ferreira (n 1815) Nosso ancestral paterno, embora seja ignorado o nome de sua esposa, temos conhecimento através da Família que o casal teve pelo menos dois filhos:

3.7.2.5.2.1. José da Cunha Ferreira (n 1845) – Nosso ancestral paterno, Mineiro provavelmente nascido em Candeias e que por ter seu nome idêntico ao de seu pai, mudou-o para José Thomaz da Cunha, dando assim continuidade a nossa Família.
O então José Thomaz da Cunha, (conforme citado no livro “Costa Rica – História e Genealogia” de autoria de Marley Rodrigues da Cunha) foi casado por duas vezes, em seu primeiro matrimônio, casou-se com Narcisa Garcia Leal (1854) teve os seguintes filhos:

3.7.2.5.2.1.1. Manoel Thomaz da Cunha (n 1874 - 1937) - Nosso bisavô paterno, casado com Maria Victalina da Silva (n 1879 - 1936) Nossa bisavó paterna (ver Família Silva), teve os seguintes filhos:

3.7.2.5.2.1.1.1. Narcisa Victalina da Silva (n 1899 - 1923); - - Nossa avó, por sua vez casou-se com José Mariano de Oliveira Nosso avô, constituindo assim a seguinte família:

3.7.2.5.2.1.1.1.1 Eduardo Mariano de Oliveira (n 1912-1994) meu pai;
3.7.2.5.2.1.1.1.2. Luiza Victalina da Silva (n 1914);
3.7.2.5.2.1.1.1.3. Maria Victalina da Silva (n 1915-1938);
3.7.2.5.2.1.1.1.4. Eldóxia Victalina da Silva (n 1916-1984);
3.7.2.5.2.1.1.1.5. Natal Mariano de Oliveira (n 1917-1918);
3.7.2.5.2.1.1.1.6. Marinho Mariano de Oliveira (n 1919-1979);
3.7.2.5.2.1.1.1.7. Nilo Mariano de Oliveira (n 1921-1990);
3.7.2.5.2.1.1.1.8. Dercídio Mariano de Oliveira (n 1923-2000).

3.7.2.5.2.1.1.2. Benedita Victalina da Silva (n 1902);

3.7.2.5.2.1.1.3. Miguel Thomaz da Cunha (n 1903 - 1982);

3.7.2.5.2.1.1.4. Derminda Maria da Silva (n 1904);

3.7.2.5.2.1.1.5. Antônio Borges da Cunha (n 1906);

3.7.2.5.2.1.1.6. Joaquim Borges da Cunha (n 1908);

3.7.2.5.2.1.1.7. Moralina Borges da Cunha (n 1910);

3.7.2.5.2.1.1.8. Izabel Borges da Cunha (n 1913);

3.7.2.5.2.1.1.9. Lazara Borges da Cunha (n 1915 - 2009);

3.7.2.5.2.1.1.10. Maria Borges da Cunha (n 1919);

3.7.2.5.2.1.1.11. José Thomaz da Cunha Neto (n );

3.7.2.5.2.1.1.12. Sebastião Ângelo da Cunha (n ).

3.7.2.5.2.1.2. Roseni da Cunha (1871) – Cuja geração desconhecemos.

José Thomaz da Cunha, em seu segundo casamento com Josefa Benedita de Jesus teve como filho:

3.7.2.5.2.1.3. Abadio Cunha (1891) – Conforme registrado nas memórias de Lázara Borges da Cunha, contado por seu pai, seu meio irmão teve a vida ceifada a mando de seu sogro Protásio Garcia Leal, pois Abadio queria levar sua esposa para Xavantina, hoje Santa Rita do Pardo, para viver naquela região junto a seu pai José Thomaz da Cunha. O velho Protásio desgostoso com a decisão contratou um jagunço chamado Nego Baiano para matá-lo.

Freguesia de Bom Jesus do Campo Belo. Termo da Vila de Tamandua – 1832.

21 ANTONIO DA CUNHA FERREIRA chefe do fogo branca 43 casado negociante
CLAUDIANNA cônjuge branca 41 casado fiadeira
FRANCISCO dependente branca 19 solteiro
JOSE dependente branca 17 solteiro
JACINTA dependente branca 15 solteiro
ANNA dependente branca 13 solteiro
MARIA dependente branca 8 solteiro
JERONIMA dependente branca 9 solteiro
MANOEL dependente branca 5 solteiro
nº moradores 9

3.7.2.6. Inácio da Cunha Ferreira (n 1792), nascido em São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 31-01-1792 Oliveira, Inácio n. aos 14, f.l. Felix da Cunha Ferreira e Francisca Maria de Jesus, npaterno de Caetano da Cunha Ferreira, n. da vila de Sabara e Rosa Maria de São Jose, n. desta freguesia, nmaterno de Jose Martins de Aguiar e Izabel Poderosa de Brito, padr.: Francsco Jose da Silva Matos e Inácia Maria dos Santos, todos da aplicação da dita capela.

3.7.2.7. José da Cunha Ferreira (n 1794), B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos aos 23-04-1794 Oliveira, Jose, f.l. Felix da Cunha Ferreira e Francisca Maria de Jesus, np Caetano da Cunha Ferreira e Rosa Maria de S. Jose, nm Jose Martins de Aguiar e Izabel Pedrosa de Brito, padr.: Jose Marques Palmeira e Maria Rosa mulher de Jose Rodrigues, todos da aplicação da dita capela.

3.7.2.8. Joaquim da Cunha Ferreira (n 1796), gêmeo da abaixo. - São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 30-10-1796 Oliveira, Joaquim, gemeo n. aos 19, f.l. Felix da Cunha e Francisca Maria de Jesus, padr.: Joaquim Antonio Ferreira dos Santos e Maria Rosa dos Serafins.

3.7.2.9. Joaquina da Cunha Ferreira (n 1796), gêmea do supra. - São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos aos 30-10-1796 Oliveira, Joaquina, gemea n. aos 19, f.l. Felix da Cunha e Francisca Maria de Jesus, padr.: Manoel Jose dos Santos e Catarina Maria da Fonseca.

3.7.2.10. Mariana da Cunha Ferreira (n 1799), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 08-05-1799 Oliveira, Mariana, f.l. Felix da Cunha e Francisca Maria, padr.: Manoel Mendes dos Santos e Ana filha de Francisco Jose da Silva Matos.

3.7.2.11. Felix da Cunha Ferreira (n 1803), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 04-01-1803(sic) Oliveira, Felix br, n. aos 04 do dito mês, f.l. Felix da Cunha Ferreira e Francisca Maria de Jesus, padr.: João Dias de Souza e Rosa Maria, mulher de João Bernardes do Espirito Santo.
3.7.3. Caetano da Cunha Ferreira (n 1756), batizado aos 20-05-1756. Casou com Ana Maria Ferreira (ou de Jesus).
São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 31-01-1756 cap. Pilar, Caetano, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Rosa Maria de S. Joseph, padr.: Manoel Pereira da Mota e Rosa de Santo Antonio, mulher de Manoel Martins.

Pais de, q.d.:
3.7.3.1. Josefa, batizada em 17-07-1781.
B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 17-07-1781 Oliveira, Josefa, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Ana Maria Ferreira, padr.: Caetano da Cunha Ferreira e Ursula da Cunha, todos desta freguesia.

3.7.3.2. Manoel da Cunha Ferreira, batizado em 20-10-1782. Aos 28-02-1808 casou com Floriana Maria de Jesus, exposta.
B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 20-10-1782 Oliveira, Manoel, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Ana Maria Ferreira, padr.: Jose Ferreira Barbosa e Mariana Ferreira.
São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, aos 28-02-1808 Oliveira; Manoel da Cunha Ferreira, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Ana Ferreira da Cunha; cc Floriana Maria de Jesus, exposta em casa de Antonio Alves Ferreira. Ambos nts/bts e moradores na aplicação da Oliveira; test.: Antonio Alves Ferreira e Alexandre Ferreira da Cunha.

3.7.3.3. Caetano (n 1783), B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 08-12-1783 Oliveira, Caetano, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Ana Ferreira (riscado e colocado: Maria de Jesus), padr.: Jose da Cunha e Teresa de Souza.

3.7.3.4. João (n 1786), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 20-05-1786 Oliveira, João, f.l. Caetano da Cunha Ferreira, o moço, e Ana Maria Ferreira, padr.: Alf. Manoel Pinto de Barros e Teresa, filha de Caetano da Cunha, o velho.

3.7.3.5. Francisca (n 1787), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 21-10-1787 Oliveira, Francisca, f.l. Caetano da Cunha Ferreira moço, e Ana Maria Ferreira, padr.: Francisco Ferreira Barbosa e Ana Maria mulher de Fradique Marques Palmeira.

3.7.4. Joseph da Cunha Ferreira (n 1757), batizado aos 25-04-1757. Aos 04-06-1787 casou com Mariana Pedrosa de Jesus, batizada em 14-04-1766, irmã inteira de Francisca Maria de Jesus, 2 supra.
São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 25-04-1757 cap. Pilar, Joseph, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Rosa Maria de São Jose, padr.: Antonio de Matos e Maria do Nascimento mulher de Alexandre da Fonseca.
São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, cas. aos 04-06-1787; José da Cunha Ferreira; f. Caetano da Cunha Ferreira e Rosa Maria de São José; n. São José; = cc. Mariana Pedrosa de Jesus; f. José Martins de Aguiar e Isabel Pedrosa de Brito; n. São José
B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 14-04-1766 Oliveira, Mariana, f.l. Jose Martins de Aguiar e Izabel Pedrosa de Brito, padr.: Francisco Gonçalves Machado, casado e Catarina Josefa mulher de Jose Martins.

Pais de batizados em Tiradentes, q.d.:

3.7.4.1. Ana (n 1788), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 14-05-1788 Oliveira, Ana, f.l. Jose da Cunha Ferreira e Mariana Pedrosa, padr.: João Antonio Friaça e Ana Maria da Cunha.

3.7.4.2. Angélica (n 1792), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 14-10-1792 Oliveira, Angelica, f.l. Jose da Cunha Ferreira e Mariana Pedrosa, padr.: João Leite Guedes e Inacia Maria, mulher de Francisco Jose da Silva.

3.7.4.3. Maria (1794), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 27-07-1794 Oliveira, Maria, f.l. Jose da Cunha Ferreira e Mariana Pedroza, padr.: Antonio Ferreira dos Santos e Jeronima Luiza mulher de Inacio da Cunha Ferreira,

3.7.4.4. José (n 1798), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 29-10-1798 Oliveira, Jose, f.l. Jose da Cunha Ferreira e Mariana Poderosa de Jesus, padr.: Lourenço Joaquim de Oliveira e Francisco Gonçalves Talhado.

3.7.4.5. Izabel (n 1800), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 18-10-1800 Oliveira, Izabel n. aos 07, f.l. Jose da Cunha Ferreira e Mariana de Jesus, padr.: Pedro Martins Mondim e Joana Teresa de Jesus.

3.7.4.6. Inácio (n 1802), São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 02-02-1802 Oliveira, Inacio n. aos 09-01, f.l. Jose da Cunha e Mariana Poderoza de Jesus, padr.: João Bernardes do Espirito Santo e Joana Teresa de Jesus.

3.7.5. Ana Maria da Cunha Ferreira (n 1758), batizada aos 21-11-1758. Muito provalvelmente, ter sido a primeira mulher do Capitão João Antonio Friaça, geração na família “João Antonio Friaça”. Notar que Caetano e Rosa Maria aparecem apadrinhando o filho primogênito de João Antonio Friaça e Ana Maria da Cunha Ferreira.
São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 21-11-1758 cap. Pilar, Ana, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Rosa Maria de São Joseph, padr.: Manoel Martins Lopes e Joana Pereira da Mota.

3.7.6. Inácio da Cunha Ferreira (n 1769), batizado em 09-07-1769. Aos 24-09-1793 casou com Jerônima Luiza de São José, filha de Manoel Pereira Gomes e Jerônima da Conceição. Família “Manoel Pereira Gomes”.
B7: São José del Rei, Minas Gerais e capelas filiadas, batismos - aos 09-07-1769 matriz, Inacio, f.l. Caetano da Cunha Ferreira e Rosa Maria de São Joseph, padr.: Dom


Apoiadores da família
+ Ildo D Oliveira Mariano
+ Rafael Mariano de Oliveira